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sábado, 17 de março de 2012

Os aracnídeos não amam

Por Tamires Santana 


Aracnídeos,
Pra cada teia, uma vítima
Pra cada picada, um veneno
Pra cada carpete, uma morada
Indesejados.


Aracnídeos,
A frieza da existência
A ausência de sentimentos
Privação de amor
Infelizes.


Aracnídeos,
Benfeitores como podem
Tragados, contribuem para a cadeia alimentar
Vivos, dedicam-se a terra, aos mares, aos povos
Incompreendidos.


Aracnídeos não amam
De mais puro sentimento,
Apenas a existência
Confinam-se na Natureza
Porque Deus assim quis
Condenados.

Solidão de um aracnídeo





Por Tamires Santana

Viúva negra

Temível
Venenosa
Fatalista
Solitária, isto sim.


Rainha do infortúnio
Presa por uma existência maléfica
Carrega uma sina
Pra gerar precisa matar
Incompreendida, isto sim.


Senhora dos aracnídeos
Alimentar-se do medo
Não manda recado fúnebre
Nem pêsames.


Envolta a tristeza de sua natureza, não ama.